Fogo de Chão, churrasco e caipirinha em Lisboa. Temos!

Hoje em dia, em tempos globalizados, obviamente haveria de ter uma carne boa para se comer em um domingo qualquer. Mesmo em Lisboa. Claro. E tinha que ser lá da minha terra. Óbvio! Bairrismos à parte, o churrasco feito pelos gaúchos só é superado pela parrilla uruguaia. Ainda bem que já saí do Rio Grande do Sul, se não, agora seria o momento da deportação.

Domingo de sol pede um churrasco. Uma caipirinha bem feita. Daquelas que tu pede uma atrás da outra quando está em casa. Eu, como estava fora, só tomei uma. Se não, não consigo contar essas histórias aqui com muitos detalhes.

Acordei cedo, deu aquela saudade do pago (como os gaúchos chamam a terra natal), e uma vontade de uma bela carne e da caipirinha (paixão nacional). Pra mim, melhor drink de todos.

Pessoal fora do Rio Grande do Sul valoriza muito a picanha. Confesso, mais uma vez, que não sou tão fã assim dela. Acho que existem carnes muito melhores e saborosas. Como o entrecot, a alcatra (se bem feita) e até o vazio. Meu gosto, não me condenem. Até mesmo o costelão 12h (sim, fica 12 horas assando lentamente no fogo de chão) – acompanhado de uma bela geleia de frutas vermelhas, pêssego ou até mel, é sensacional.

Depois de uma pesquisa para descobrir qual a melhor churrascaria gaúcha em terras lusitanas, decidi, dentre as melhores, pela mais próxima: Fogo de Chão (de Picoas, pois tem mais duas só em Lisboa). Dez minutos de caminhada ao sol de domingo, Lisboa vazia. Sim, fora das partes mais turísticas e das praias, a cidade para. De verdade.

Buffet generoso, com camarões e mexilhões, inclusive. Saladas variadas, aquelas friturinhas que todo mundo adora (risoles, croquete, torresmo, etc…). Na mesa, vem arroz e feijão (confesso que não comi, mas o cheiro e a cara eram muito bons).

O rodízio é dividido em quatro tipos: mini (12 tipos de carne), tradicional (16 tipos), especial (20 tipos) e o rodízio de picanha. Todos têm ótimas opções, não vi razão para não ir no mais barato, o mini. Em todos, o preço é fixo e o buffet é livre.

Experimentei tudo que veio à mesa. Todas as carnes, sem exceção, estavam excelentes e com gostinho de casa. Churrasco de verdade a mais de 9 mil quilômetros de Porto Alegre. Os atendentes eram quase todos gaúchos. Todos vinham perguntar de onde eu era. Pela câmera fotográfica, óbvio. Daí já virei assunto: “De onde tu é? De Bagé?”. Sim, com muito orgulho. A garçonete deu risada. Mas é a pura verdade.

Sem espaço para sobremesa, me restou comer uma banana à milanesa (que eu adoro) e o tradicional abacaxi assado com canela. Divino para fechar a conta e ver se eu ia conseguir voltar caminhando ou rolando de lá.

Não é barato, realmente, mas compensa. Pois se come muito e bem. Quem gosta de churrasco não vai se arrepender em momento algum. Comer de novo? Só amanhã.

 

A conta

  • Rodízio Mini 15.98 €
  • Caipirinha 5 €
  • Coca Zero 2 €

Total = 23.98 €

Fogo de Chão
R. Martens Ferrão, 1900-160 Lisboa

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

cinco × quatro =