Taberna Santo António: uma casa portuguesa no Porto

Sabe aquele tempero com gosto da comida da vó? Se eu tivesse uma avó portuguesa, certamente seria o lugar que eu iria querer comer quase todos os dias. Assim é a Taberna Santo António, um lugar que já mora no meu coração.

A tarefa para conseguir experimentar as delícias desse lugar não foi das mais fáceis ou simples. Tudo começou na véspera do meu aniversário, dia 1º de novembro, pois era o dia da chegada ao Porto para uma pequena temporada.

Entretanto, cansados da viagem que partiu de Lisboa e parou em algumas cidades pelo caminho, chegamos ao Porto com tempo bem instável. todavia não chovia na hora em que decidimos sair de casa para jantar. Mas isso não duraria muito. Carol levou um guarda-chuvas que não abria. Quando conseguiu abrir ele quebrou. Voou longe e acabou parando no lixo mais tarde.

Tínhamos o plano de ir até a Taberna naquela noite, mas era feriado em Portugal. Resultado: caminhamos meia hora na chuva e não conseguimos um prato de comida sequer. Acabamos por chamar um Uber e ir até o meu favorito Venham Mais 5, em que já fiz post aqui no Paradeiros.

Passados dois dias, resolvemos arriscar novamente ir até a Taberna Santo António. Desta vez, com sucesso. Conseguimos uma das últimas mesas antes do restaurante lotar e criar-se uma fila de espera gigante do lado de fora. Sinal de que estávamos no lugar certo.

 

Os pedidos

O menu não era dos maiores, o que eu gosto e já expliquei o porquê. Sinal de que as comidas são frescas e caprichadas. E estava, mais uma vez, certo.

De entrada vieram uns petiscos fritos que todo mundo adora. Rissóis de carne e de queijo, chamuça e um pastel de bacalhau. Tudo ótimo. Carol não estava com muita fome e pediu uma sopa de legumes. Na hora do pedido, o garçom ofereceu uma prova de um prato muito típico do norte, o sarrabulho. Uma sopa de sangue de porco cozido, frango desfiado, carne de porco, cominho e pão ou farinha. Pode ser servido como sopa ou acompanhamento, tem aspecto igual a um feijão mexido. Até não desgostei, mas o cominho em pó tem um gosto muito forte.

Carol ficou na sopa e eu fui no bacalhau à lagareiro. Com batatas aos murros e legumes. Estava uma delícia, apesar dos espinhos. Para beber, uma jarrinha de vinho branco da casa.

De sobremesa ficamos nas mais óbvias, o leite creme (Crème brûlée) e na torta de bolacha da casa, que estava muito boa, por sinal, bem caseira. Aliás, como tudo na Taberna. Tinham ainda pudim e um bolo de chocolate nadando em cobertura.

 

O pedido extra

Ainda naquele mesmo dia à tarde, tínhamos deixado o carro próximo à Taberna, voltamos ao restaurante para pedir mais alguns petiscos para levar pra casa e jantar no apartamento com um vinhozinho que comprei no supermercado e um pãozinho. Jeito perfeito de encerrar o sábado de chuva e descansar um pouco das andanças pela cidade.

 

Os preços

No entanto, ainda não consegui me acostumar com os altos preços de Lisboa nos restaurantes. Realmente não é barato de se comer na capital portuguesa. No Porto é um pouco diferente, pois lugares e muitas opções mais em conta pra quem não está a fim de torrar todos os seus euros para comer. Isso acontece ainda mais quando se viaja pelo interior de Portugal. Cidades pequenas, tem menos opções mas, normalmente, são muito mais baratas do que a capital.

A conta

  • 4 Petiscos de entrada €4.00
  • Sopa €1.50
  • Bacalhau €13.00
  • Jarra de vinho €3.00
  • Leite creme €2.50
  • Torta de bolacha €2.50
  • 2 cafés €1.20

Total: €27.70

 

Taberna Santo António
32, R. das Virtudes, 4050-630 Porto, Portugal

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